sexta-feira, 15 de março de 2013

Lido: A Cabeleira do Inferno

A Cabeleira do Inferno (bib.), mais um conto de Steven Bauer a adaptar histórias alheias, desta feita de Gail e Kevin Parent, é uma história de... bem... se calhar é de humor, não sei bem se voluntário se involuntário, sobre uma peruca assassina.

Sim, leram bem: uma peruca assassina.

A coisa é uma parvoíce pegada, do princípio ao fim. O protagonista é um advogado de defesa que, de uma forma que viola todas as regras da verosimilhança, acredita, à primeira, na patética história que lhe é contada por um seu cliente, preso e acusado de homicídio: a de que ele, coitadinho, está inocente, e não se lembra de ter cometido os crimes de que é acusado, o que, claro, só pode dever-se a ter comprado por essa altura uma peruca. E segue por aí fora, de tropeção na suspensão da descrença em tropeção na suspensão da descrença, enquanto o advogado vai desvendando o mistério com a maior das facilidades... até porque a peruca, malandra que é, continua a matar.

Sim, sim, leram bem: uma peruca serial killer. E francesa.

Não percebi bem se isto pretende ser humor, se tenciona ser horror, se aspira a ser algum tipo de mistura entre as duas coisas. Mas sei que não consegue. Seja o que for que tenta ser, não consegue. É um conto ridículo, mal concebido, mal escrito e mal traduzido. Faz o pleno. Mais bien sûr: uma grande porcaria!

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