domingo, 20 de novembro de 2016

Lido: Cabeças Cortadas

Há histórias que exigem a leitura prévia de outras histórias para o seu pleno desfrute. É o que acontece com Cabeças Cortadas, uma vinheta de Luiz Bras que homenageia o romance Macunaíma, de Mário de Andrade. Tendo ouvido falar deste último livro, localizei facilmente a referência, mas, não o tendo lido, não posso avaliar em que grau, ou até de que modo, o conto de Bras lhe presta homenagem.

Assim coxo, só posso dizer que apesar da coxeadura achei a vinheta bastante interessante. Macunaíma, o herói, causa a inveja do pajé da tribo, que por isso lhe corta uma perna, que ele substitui por uma outra perna, biónica. Não satisfeito, o pajé continua a cortar-lhe bocados, depressa substituídos por equivalentes biónicos, e do desfecho da história não falarei porque não me apetece.

É uma espécie de mistura entre conto tradicional, com a sua estrutura simples e repetitiva, e ficção científica, com as suas soluções tecnológicas para os problemas criados pela narrativa. Uma fantasia científica bem apanhada.

Textos anteriores deste livro:

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