terça-feira, 25 de março de 2014

Lido: O Cúmplice

O Cúmplice (bibliografia), conto curto de ficção científica dura, de Vernor Vinge, é uma história que tem hoje em dia o interesse de nos mostrar como se imaginava há já quase meio século a invenção da computação gráfica tridimensional. Não exatamente como ela é feita hoje, claro, mas como processo automatizado por completo, capaz de transformar as palavras de um livro diretamente em imagem de síntese.

Ler hoje este conto é curioso por causa da estranha mistura que contém entre aquilo em que a previsão acerta e em que falha rotundamente. Mas não passa disso, em especial nesta tradução que chega a ser dolorosa por ser evidente que o tradutor não percebeu patavina do que estava a ler. Não é qualquer pessoa que pode traduzir ficção científica, e este conto demonstra-o na perfeição. A tradução, sozinha, conseguiu transformar um conto que parece ser pelo menos razoável num disparate pegado. Se é difícil avaliar as ideias do conto através dela, avaliá-lo literariamente torna-se totalmente impossível. A única coisa que se pode avaliar é o resultado final. E este é quase de fugir.

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