quarta-feira, 14 de março de 2012

Lido: Ainulindalë

Ainulindalë, de J. R. R. Tolkien, é um conto de fantasia que mimetiza um mito de criação do mundo que mais tarde se irá transformar na Terra Média que conhecemos da obra do autor e, estranhamente para mim, que nem sou fã da trilogia do Senhor dos Anéis, achei-o particularmente interessante enquanto peça literária. Talvez porque o maniqueísmo que me aborrece em obras de ficção mais "concretas", digamos, me parece natural quando incluído num mito de criação, visto que os mitos (todos eles, mas muito em especial os de criação) são explicações simplificadas e simbólicas do mundo e o maniqueísmo é inerente a tais explicações. E também porque o achei realmente bem escrito, com o tom certo e a extensão correta. E provavelmente também porque a ideia de residir na música a origem de tudo, não sendo original (há culturas reais que a usam nos seus mitos de criação), é apelativa, julgo, para qualquer pessoa para quem a música seja uma parte importante da vida. Gostei bastante.

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